12 março, 2006

cyber chico bento..........



Alguém já viu essa fruta?
A princípio, achei que fosse uma espécie estranha de goiaba, já que a folha era diferente da goiabeira. Mas soube que era um híbrido de goiaba com laranja.
Sei que é muito lôca, mas o sabor é ótimo: um pouco de laranja, um pouco de goiaba, um pouco de gabiroba.
A textura da casca lembra a do jambo, só que mais macia. As sementes são como as da goiaba: infelizmente duras.
E fiquei pensando no possível nome pra essa fruta:
- goiaranja?
- laranjoiaba?
- goiabiroba?
- gabiroiaba?
Fato é que se trata de um híbrido. Um 'tão contemporâneo quanto é possível' híbrido. Isso me chamou a atenção por ter pesquisado essa tendência contemporânea: o hibridismo, que se desdobra das mais diversas formas e conteúdos no nosso cotidiano atual.
Exemplos:
1. seu celular, que é também um mp3 player, um relógio, uma agenda, TV digital, câmera fotográfica, etc;
2. seu quarto, que pode ser seu espaço de trabalho, de dormir, de refletir, de fazer sexo, de ouvir música, de ler, etc;
3. seu PC, que é uma estação de trabalho e hoje, conectado à web, abriga diversas funções: edição, produção e reprodução de imagens e sons, comunicação, divertimento, pesquisa, etc.

Essa possibilidade de abrigar diferentes funções em um mesmo objeto/espaço/organismo/etc, chega das mais diversas formas até nós. Ainda que seja através de uma frutinha maluca.
Olha esse textinho que usei como citação na minha dissertação:

A quimera, animal mitológico, híbrido e impossível, com corpo de cabra, cabeça de leão e cauda de dragão, tornou-se real. Desde 1973, apesar das propostas efêmeras de moratória, vêm sendo criados novos organismos vivos com genes recombinados, destinados não só a servirem de alimentos. A guerra biológica foi uma das fronteiras de vanguarda na pesquisa de novas ou velhas doenças e de toxinas geneticamente manipuladas, mas as mais rentáveis aplicações dos organismos transgênicos foram as industriais, como no uso de bactérias transformadas para produzir insulina, interferon e hormônio do crescimento humano.
(Carneiro, H. S. Não sabemos o que comemos. In: Revista Ciência Hoje 203. Rio de Janeiro, abr. 2004.)




E por falar nisso, o que foi aquele barbarismo de destruição de um laboratório de pesquisas, no dia internacional da mulher?? Discosting!!!
Fica aqui meu protesto!

ouvindo: too many djs - skeelo vs survivor vs breeders

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente!