25 maio, 2006

por um viver mais absurdo....

Desejo obsessivamente o poder de me multiplicar, t[s]er uns vários de mim mesmo, todos com consciências independentes, reversíveis para sobreposição de consciencia coletiva.
Um trabalharia pra sustentar a turma (dando aulas), outro ficaria para ajudar minha mãe, outro pra fazer o baby-sitting do meu sobrinho fofofofofofo, outro pra visitar amigos em São Paulo e onde quer que eles estejam, outro pra fazer limpeza do ap. e compras de supermercado, outro pra redecorar meu espaço, outro pra procurar trabalhos e bicos em geral, outro pra vender meus trabalhos, outro para compor e tocar peças musicais experimentais e digitais, outro pra agenciar esse músico temperamental, outro pra fugir da febre da copa, outro pra namorar, outro pra trair, outro pra ser webmaster, outro pra ser chef de cousine new fusion, outro pra assistir TV à cabo, atender telefone, responder emails e blogar, ...
eu mesmo, em si, ficaria apenas com as ternas atividades do fazer artístico, de dormir, e de sonhar!

19 maio, 2006

doses


nanquim, aquarela e grafite sobre papel fabriano.
60 x 40 cm.



No butô, quando um movimento começa a se construir, a se estruturar como linguagem, ele se desfaz.

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"Quem olha pra fora, sonha.
Quem olha pra dentro, desperta."
(C. G. Jung)
...resta refletir qual a porcentagem ideal dessas duas porções da realidade.

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Um garoto superdotado realiza uma entrevista para admissão em uma escola americana, essas ligadas a universidades, com um programa especial para crianças com q.i. acima da média.
O entrevistador pergunta a ele qual será, na sua opinião, a próxima grande revolução da humanidade.
Ele comenta que poderia ser o teletransporte, mas sua construção é bastante inviável. Portanto, ele acredita que a próxima revolução estará relacionada com novas percepções e apropriações do tempo e do espaço.
Mas ele coloca de forma muito teórica e conceitual, e sua mãe, que acompanhava a entrevista ao seu lado, lhe pede esclarecimentos.
Por exemplo, se uma formiga tiver que andar por uma linha, ela tem que partir de um ponto no espaço para chegar a outro, e este percorrer do espaço está ligado a um intervalo de tempo. Se dobrarmos esta linha, ligando o começo com o fim, fazendo um círculo, a formiga só precisa dar um pulo para ir do ponto inicial para o ponto final.

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ouvindo: harmar superstar - power lunch

13 maio, 2006

ao redor do weekend......



e pensar que a única coisa a se esperar do fim de semana é assistir Robot Chicken de madrugada...


com os dedos sujos de giz pastel seco: autechre - melve

09 maio, 2006

fruições estéticas....

Acordo e sonho com meus desenhos, os em A4, plotados em papel tamanho 95 x 65 cm.
Ainda preciso retocá-los.

Termino o dia sentado diante de uma litogravura numerada e assinada por Renina Katz.
Orpheu.
Quase choro...
e ela estava escondida num canto... meu sentido extra-sensorial-sei-lá-o-que me guiou até ela.


Renina Katz, década de 1970.



ouvindo: easy star alls-stars - on the run