11 abril, 2008

Fragmento fictício.....

Restavam apenas os dois no elevador. Vigésimo sétimo andar.
Ele de casaco cinza desbotado e ele com meias verdes.
Sua pele de póros quadriculados impediam uma visibilidade maior de seu ser interior.
Formavam minimoldurinhas, zilhões delas, sabe?
Sem aviso, ele se transfigura em éter e sufoca-o.
Sem pânico.
Vigésimo oitavo, nono, décimo, vazio...
O fim da torre também significava, a esta altura, o escorregão para o início da escalada mecanizada numa caixa metálica.
É, assim mesmo, como num conto de Borges.
Porém, sem cinzas, sem fênix, sem ritual, só o constante recomeçar.
Nu e cru.

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