07 janeiro, 2009

esclarecimentos sazonais necessários sobre este blog

Tenho usado este espaço do blog quase que integralmente para postar imagens.
E a maioria destas imagens são trabalhos meus, inteiros ou recortes. Faço isso sem a obrigação de seguir um conceito que amarre todos, mudando disléxica e propositalmente de assunto todo dia.
Escrevo pouco. Até domino (modéstia!!!) razoavelmente a palavra escrita, mas a linguagem que me sinto realmente confortável é a linguagem gráfica, imagética.
Também não costumo publicar trabalhos mais complexos, aqueles que são agrupados por um conceito hermético, e que dependem de bibliografias e textos reflexivos sobre eles para uma fruição mais tranquila. Desenvolvo essas séries em outros momentos do meu trabalho artístico, instalações, pinturas, vídeos e performances, que costumam ter tamanhos mais amplos, quase sempre ligados a uma discussão espacial.
Mas esses trabalhos também existem, claro. E a melhor forma de conhecê-los é presencialmente. (Estão todos convidados, caso isso não tenha ficado claro).
Este blog que você visita agora é um espaço virtual onde abro pequenas janelas, diariamente, como quem convida o mundo (público) para tentar observar um pouco da minha intimidade. (Isso me faz lembrar muito os domínios de Despair, uma dos sete Perpétuos, irmã de Sandman, criados por Neil Gaiman.)
É uma possibilidade de levar as pessoas a entenderem uma história (obviamente não linear) em construção, de maneira livre e aberta a novas interpretações.
Nesse balizamento do entendimento do leitor/visitante tento intervir o mais abertamente possível, mas agora estou revendo essa idéia. Pelo fato de que essa abertura pode significar um vazio difícil de ser preenchido pelo leitor. E acaba não gerando nenhuma nova informação para ele.

Para finalizar, os comentários. Tão raros neste espaço.
E uma das características deste meio hipertextual, além da não linearidade, é a possibilidade de interação.
Senão vejamos: eu saio por aí, deixando meus trabalhos em muros da cidade ou mostrando meu portfólio pessoa por pessoa. Ainda que preservando o caráter independente, tão caro para mim, comentários ou críticas perdem-se no ar, neste caso.
Aqui no blog, a possibilidade de interação com o autor é menos inercial. Torna vivo, ainda que virtualmente, um canal de comunicação tão interessante que pode até mudar os rumos dos meus trabalhos.
O visitante pode experimentar a sua participação numa obra aberta, bem à Humberto Eco mesmo. E é isso que eu acho fantástico nesse meio blogosférico.

Aguardo sua interatividade!

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