18 fevereiro, 2009

Dias de esquisitice

Nos dois últimos dias me aconteceram coisas bizarras.
Para rebater, vou com esse clipe dos Residents - One Minute Movies: esquisitice da melhor qualidade.



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14 fevereiro, 2009

cell fishing

Or...
fishing in a bubble.





nanquim* sobre papel.
20x12 cm


[*Quando uso o nanquim, me lembro do polvo: em perigo, instintivamente recorre à tinta negra para modificar o ambiente. Uma questão de sobrevivência. Aprendi com o Mutarelli.]
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12 fevereiro, 2009

o que é o hoje?

Ontem antes de dormir assisti pela Cultura, no programa Invenção do Contemporâneo, a palestra "Modernidade e a Dominação da Natureza", pelo sociólogo Laymert Garcia dos Santos.
TRANSitando entre várias disciplinas do saber humano, o Prof. Laymert nos conduz à importantes observações sobre o momento em que vivemos.
TODOS têm que assistir essa palestra, fazendo uma força para entender assuntos que estão distantes dos nossos limites, como o Direito está para mim, por exemplo. OU pelo menos todos que se queiram contemporâneos, vivendo o dia de hoje.

Assista à palestra aqui.


Atente para alguns momentos:

- quando ele fala sobre Re-combinações, citando a dupla de artistas plásticos Chapman Brothers.
Eles compraram várias impressões originais de Goya, e fizeram intervenções sobre a área do rosto das vítimas da invasão francesa na Espanha (final do século XVII). Neste trabalho eles propõem, além de uma atualização da história da humanidade, formas de criação que não rompem com o passado histórico, mas o utilizam como repertório, passível de recombinações constantes.
Exatamente o que os DJs vêm fazendo em suas turntables desde o início da década de 1980: utilizam-se de músicas já prontas como paleta cromática inicial para novas pinturas sonoras.
O interessante foi assistir a palestra após publicar aqui as intervenções em livro que venho fazendo desde o começo de 2000 (veja nos posts anteriores). O conceito é exatamente o mesmo.


Jake and Dinos Chapman
Insult to Injury. Detalhe.
2003
Francisco de Goya 'Disasters of War' Portfolio of 80 etchings reworked and improved.


- sobre o fim da crítica: o intenso fluxo informacional no qual nos encontramos imersos nos dias atuais nos toma todo o tempo. Tanto que não temos tempo para relfetir sobre uma informação, nem temos tempo de observá-la direito que logo em seguida vem uma mais interessante ainda.
Como exemplo ele cita crianças jogando video game. Não há tempo, nesse mundo virtual dos games, para reflexões críticas sobre o fenômeno: a percepção do fato tem que existir quase que ao mesmo tempo que a reação sobre ele. Não há tempo para pensar sobrer aquilo. Se pensar muito, perde a vida.
Impossível não lembrar o instigante trabalho do fotógrafo britânico Robbie Cooper, já citado por ela em seu blog.
"Immersion: neste experimento, ele enfoca uma gurizada americana e inglesa interagindo em mundos que não são reais. São reações, expressões faciais e físicas estimulados por video games."

10 fevereiro, 2009

memorabilia

Esses dias encontrei um material de quando fazia aulas de piano.
Estas imagens são do caderno de prova.
Em 1988.






Este tipo de letra eu adorava fazer.
Aprendi com um velhinho que escrevia frases na areia da praia, usando essa fonte.



E este era o convitinho para a primeira audição da turma da prof. Fátima.
Se não me engano, toquei a quinta sinfonia de Beethoven.
Dentro das minhas possibilidades, claro!




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09 fevereiro, 2009

intervenção em livro 002

Enquanto ela se encontra salutarmente addicted por literatura norte-americana contemporânea, eu desenvolvo outro tipo de relação com o objeto livro.


intervenção em livro.
colagem e desenho com nanquim sobre páginas de livro.

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intervenção em livro 001

Como quem tenta intervir e mudar a realidade, aplico, com o tempo, camadas de intervenções sobre todas as páginas deste livro.
"Manual do Colecionador de Antiguidades" é o título dele.
Sob minhas regras, a coleção vai além das [quase apagadas] imagens em p&b impressas originalmente.



intervenção em livro.
nanquim e colagem sobre páginas de livro.


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08 fevereiro, 2009

Röyksopp

Röyksopp é um duo norueguês que produz música eletrônica.
Se for necessária qualquer comparação, eles talvez representem para essa primeira década de milênio o que os Pet Shop Boys representaram para os anos 1980, no cenário da música pop.
Seja pela temática das letras, ou pelo euro-pop-ismo, ...

Alguns filets:









Don´t go - live @ Glastonbury 2003

07 fevereiro, 2009

buddy´s trax

Fiz algumas trilhas sonoras a esmo, partindo de músicas já existentes e inspirado em amigos mais próximos.
Esta aqui fiz para ela.





Mas ela achou que tinha mais a ver com ela esta outra, que fiz para outro amigo.
Ele nunca chegou a ouví-la, imagino.

Update: ele me disse que acabou de ouvir!!!

05 fevereiro, 2009

Arts and crafts

Tudo começou com ela me falando sobre pessoas que se juntam para fazer crochet com pontos livres, freestyle. E nesse processo imagino que cada um faz um pedaço, e esses pedaços vão se juntando para formar uma rede irregular de crochet ou tricot. Parecido com um coral.







Esta, por exemplo, é uma Blythe doll com seu cupcake feito de crochet. Mais uma atual (?) forma de uso da técnica.





O Icelandic Love Corporation é um grupo de três artistas performers que também usam o crochet em seus trabalhos.







Depois ela mesma começou a fazer seus amigurumis (assim são chamados os bichinhos feitos de crochet, no Japão), caçando receitas e free patterns por toda parte. Fofurinhas.









E este desdobramento vai para a moda também, criando imagens muito divertidas, um banquete visual, como estes looks da Björk, que, aliás, foram criados pelo Icelandic Love Corporation.









Algumas pessoas na Europa e EUA estão levando esses crafts para o espaço urbano, e alguns os chamam de graffiti de crochet e tricot.








E esta árvore?? Impressionante ou não??



A poesia disso tudo é quase óbvia: uma rede, uma web, criada coletivamente a partir de pontos e linhas coloridas, por pessoas com desejo de usar as mãos de forma quase vintage, como se fazia há algum tempinho atrás.
Muitas pessoas, de todas as partes do mundo, estão cada vez mais relacionando seus trabalhos, artísticos ou não, a novas tecnologias de troca de informação à distância. E essas tecnologias também criam uma rede (mundo virtual), onde o corpo humano (mundo concreto) não tem espaço. Ainda.

A diferença crucial entre trabalhos artísticos com realidade virtual, coletivos, e o trabalho com crochet e tricot está na forma de uso do corpo humano.
Mais precisamente as mãos: comandadas por impulsos elétricos que partem do cérebro, têm a evolução de seu uso e de suas habilidades diretamente ligados à evolução da história da humanidade.

Enquanto muitas pessoas se esquecem que têm corpo, mergulhados em aparatos de tecnologias virtuais, como computadores por exemplo, outras celebram suas potencialidades quase esquecidas, através de suas aptas mãos, que, de resto, vêm a diferenciar a raça humana das outras espécies viventes nesse planeta.

[update]



04 fevereiro, 2009

Fujiya & Miyagi



Apesar do nome, eles não são nem japoneses, nem um duo.
Influências: de Neu! a Kraftwerk, de Stereolab a Aphex Twin, passando por The Orb.
Imperdível, não??
De presente pra você, o primeiro álbum deles: Transparent Things.


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in silence



(ela cortou a flor de um post anterior...)



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03 fevereiro, 2009

post Pollyana

Por enquanto, ficamos por aqui, torcendo para que o Minimalismo vença tudo no final.´

01 fevereiro, 2009

sabotagem pesada



Porque domingo é dia de se empanturrar!(?)
Com o que sobrou (e tem várias ainda) das guloseimas que minha irmã trouxe quando veio passar as festas de fim de ano no Brasil.
Na verdade, esse post (assim como todos marcados como gifts) serve para simbolizar que fico muito agradecido e feliz quando ganho presentes.
Ainda que não demonstre muito na hora.