05 fevereiro, 2009

Arts and crafts

Tudo começou com ela me falando sobre pessoas que se juntam para fazer crochet com pontos livres, freestyle. E nesse processo imagino que cada um faz um pedaço, e esses pedaços vão se juntando para formar uma rede irregular de crochet ou tricot. Parecido com um coral.







Esta, por exemplo, é uma Blythe doll com seu cupcake feito de crochet. Mais uma atual (?) forma de uso da técnica.





O Icelandic Love Corporation é um grupo de três artistas performers que também usam o crochet em seus trabalhos.







Depois ela mesma começou a fazer seus amigurumis (assim são chamados os bichinhos feitos de crochet, no Japão), caçando receitas e free patterns por toda parte. Fofurinhas.









E este desdobramento vai para a moda também, criando imagens muito divertidas, um banquete visual, como estes looks da Björk, que, aliás, foram criados pelo Icelandic Love Corporation.









Algumas pessoas na Europa e EUA estão levando esses crafts para o espaço urbano, e alguns os chamam de graffiti de crochet e tricot.








E esta árvore?? Impressionante ou não??



A poesia disso tudo é quase óbvia: uma rede, uma web, criada coletivamente a partir de pontos e linhas coloridas, por pessoas com desejo de usar as mãos de forma quase vintage, como se fazia há algum tempinho atrás.
Muitas pessoas, de todas as partes do mundo, estão cada vez mais relacionando seus trabalhos, artísticos ou não, a novas tecnologias de troca de informação à distância. E essas tecnologias também criam uma rede (mundo virtual), onde o corpo humano (mundo concreto) não tem espaço. Ainda.

A diferença crucial entre trabalhos artísticos com realidade virtual, coletivos, e o trabalho com crochet e tricot está na forma de uso do corpo humano.
Mais precisamente as mãos: comandadas por impulsos elétricos que partem do cérebro, têm a evolução de seu uso e de suas habilidades diretamente ligados à evolução da história da humanidade.

Enquanto muitas pessoas se esquecem que têm corpo, mergulhados em aparatos de tecnologias virtuais, como computadores por exemplo, outras celebram suas potencialidades quase esquecidas, através de suas aptas mãos, que, de resto, vêm a diferenciar a raça humana das outras espécies viventes nesse planeta.

[update]



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