12 fevereiro, 2009

o que é o hoje?

Ontem antes de dormir assisti pela Cultura, no programa Invenção do Contemporâneo, a palestra "Modernidade e a Dominação da Natureza", pelo sociólogo Laymert Garcia dos Santos.
TRANSitando entre várias disciplinas do saber humano, o Prof. Laymert nos conduz à importantes observações sobre o momento em que vivemos.
TODOS têm que assistir essa palestra, fazendo uma força para entender assuntos que estão distantes dos nossos limites, como o Direito está para mim, por exemplo. OU pelo menos todos que se queiram contemporâneos, vivendo o dia de hoje.

Assista à palestra aqui.


Atente para alguns momentos:

- quando ele fala sobre Re-combinações, citando a dupla de artistas plásticos Chapman Brothers.
Eles compraram várias impressões originais de Goya, e fizeram intervenções sobre a área do rosto das vítimas da invasão francesa na Espanha (final do século XVII). Neste trabalho eles propõem, além de uma atualização da história da humanidade, formas de criação que não rompem com o passado histórico, mas o utilizam como repertório, passível de recombinações constantes.
Exatamente o que os DJs vêm fazendo em suas turntables desde o início da década de 1980: utilizam-se de músicas já prontas como paleta cromática inicial para novas pinturas sonoras.
O interessante foi assistir a palestra após publicar aqui as intervenções em livro que venho fazendo desde o começo de 2000 (veja nos posts anteriores). O conceito é exatamente o mesmo.


Jake and Dinos Chapman
Insult to Injury. Detalhe.
2003
Francisco de Goya 'Disasters of War' Portfolio of 80 etchings reworked and improved.


- sobre o fim da crítica: o intenso fluxo informacional no qual nos encontramos imersos nos dias atuais nos toma todo o tempo. Tanto que não temos tempo para relfetir sobre uma informação, nem temos tempo de observá-la direito que logo em seguida vem uma mais interessante ainda.
Como exemplo ele cita crianças jogando video game. Não há tempo, nesse mundo virtual dos games, para reflexões críticas sobre o fenômeno: a percepção do fato tem que existir quase que ao mesmo tempo que a reação sobre ele. Não há tempo para pensar sobrer aquilo. Se pensar muito, perde a vida.
Impossível não lembrar o instigante trabalho do fotógrafo britânico Robbie Cooper, já citado por ela em seu blog.
"Immersion: neste experimento, ele enfoca uma gurizada americana e inglesa interagindo em mundos que não são reais. São reações, expressões faciais e físicas estimulados por video games."

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